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POCO F7 vs X8 Pro: Snapdragon ainda vence, mas não em tudo

POCO F7 vs X8 Pro: Snapdragon ainda vence, mas não em tudo

O Snapdragon vence no pico, mas a vantagem já não é total

O Snapdragon 8s Gen 4 do POCO F7 ainda leva a melhor em potência de pico contra o Dimensity 8500-Ultra do POCO X8 Pro, sobretudo em tarefas de um núcleo e no teste gráfico. A disputa, porém, deixou de ser uma vitória automática da Qualcomm: o modelo com MediaTek ficou à frente em multi-core e em uso geral na bateria de benchmarks consultada. Para quem compra em 2026, o processador sozinho já não decide o melhor aparelho.

A POCO lançou globalmente o X8 Pro em 17 de março de 2026, quase nove meses depois da estreia do F7, ocorrida em 24 de junho de 2025. Os dois usam chips de 4 nm, memória LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1, mas seguem propostas diferentes: o F7 busca mais desempenho de pico e tela grande; o X8 Pro combina corpo menor, recarga mais rápida e resultado mais equilibrado.

Os números explicam onde cada chip ganha

A própria POCO divulga 2.084.535 pontos para o F7 no AnTuTu V10.4.9 e 2.283.558 para o X8 Pro no AnTuTu V11.0.8. Como as versões do aplicativo são diferentes, esses totais oficiais não formam um confronto direto válido.

Uma referência mais útil vem das análises separadas da Xataka, feitas com a mesma família de testes. No Geekbench 6, o F7 marcou 2.028 pontos em single-core e 6.271 em multi-core; o X8 Pro chegou a 1.714 e 6.519, respectivamente. Isso coloca o Snapdragon cerca de 18% à frente em single-core, enquanto o Dimensity abre aproximadamente 4% no multi-core.

No 3DMark Wild Life Unlimited, a vantagem volta ao F7: 16.889 contra 14.701 pontos, diferença próxima de 15%. Já no PCMark Work, o X8 Pro fez 15.980 pontos ante 15.181 do F7, cerca de 5% a mais. Como os aparelhos foram avaliados em momentos distintos, os números servem como direção de desempenho, não como duelo simultâneo em condições idênticas.

Há ainda um ponto de atenção térmico. Na análise da Xataka, o F7 não concluiu os testes de estresse de 20 minutos do 3DMark porque o sistema interrompeu a prova por alta temperatura. O mesmo teste ressalta que uso cotidiano, vídeo, fotografia e partidas em jogos exigentes não causaram aquecimento importante, embora o aparelho não permanecesse totalmente frio.

Tela, bateria e câmeras deixam a escolha mais equilibrada

As fichas oficiais mostram que os dois celulares dividem uma base bastante próxima:

  • POCO F7: Snapdragon 8s Gen 4 de até 3,21 GHz, GPU Adreno 825 e versões de 12 GB + 256 GB ou 12 GB + 512 GB; tela AMOLED de 6,83 polegadas, resolução 2.772 × 1.280 e 120 Hz.
  • POCO X8 Pro: Dimensity 8500-Ultra de até 3,4 GHz, GPU Mali-G720 MC8 e versões de 8 GB + 256 GB, 8 GB + 512 GB ou 12 GB + 512 GB; AMOLED de 6,59 polegadas, resolução 2.756 × 1.268 e 120 Hz.
  • Bateria: ambos têm 6.500 mAh. O F7 aceita carga de 90 W e reversa de 22,5 W; o X8 Pro sobe para 100 W e reversa de 27 W.
  • Câmeras: os dois trazem sensor principal Sony IMX882 de 50 MP com OIS, ultrawide de 8 MP e câmera frontal de 20 MP. Também compartilham certificação IP68.

O F7 oferece a área de tela maior e brilho de pico oficial de 3.200 nits. O X8 Pro chega a 3.500 nits, pesa 201,47 g e é mais leve que os 215,7 g do rival. Na prática, o primeiro favorece quem quer uma tela ampla; o segundo é mais cômodo para levar e usar com uma mão.

Qual vale mais a pena em 2026?

O POCO F7 continua sendo a escolha mais direta para quem prioriza desempenho gráfico de pico, resposta single-core e uma tela maior. O Snapdragon ainda vence nesses critérios, e a margem de cerca de 15% no 3DMark é concreta. O ponto de atenção é a estabilidade sob estresse sintético prolongado.

O POCO X8 Pro faz mais sentido para quem prefere um celular menor e 14,23 g mais leve, recarga de 100 W e bom desempenho distribuído entre vários núcleos. Ele não supera o F7 em potência gráfica bruta, mas diminui a distância e vence em métricas importantes de produtividade.

Para quem já tem o F7, a troca pelo X8 Pro não representa avanço amplo: bateria, resolução, taxa de 120 Hz e conjunto de câmeras são muito parecidos. Em uma compra nova, o veredito é simples: F7 para potência máxima e tela grande; X8 Pro para equilíbrio, portabilidade e recarga mais rápida. Snapdragon ainda vence, mas apenas quando o critério principal é desempenho de pico.